sexta-feira, 15 de abril de 2011


Depois de muito pensar, eu vi que o sentimento do dia que eu deveria compartilhar aqui hoje, é o ciúme. Palavra curtinha, né? Mas faz um estrago enorme (eu que o diga). Ciúme: s.m. 1. Emulação, inveja; zelo de amor. 2. Pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que se desejaria ter: o ciúme o atormenta. 3. Receio de que a pessoa amada se apegue a outrem. Aham! Aí é que está. De onde surge tudo isso? Acho que ninguém sabe. Quem nunca sentiu essa coceirinha, esse nervoso, essa pequena irritação em ver alguém de seu apreço com uma pessoa, imaginou coisas entre eles, em um segundo, você imagina que eles estão planejando fugir para se casar, enquanto ela só está pedindo uma informação. Quem nunca sentiu esse pânico de alguém que acabou de surgir, lhe tomar pra sempre alguém que você levou uma vida para ter, que atire a primeira pedra. É inevitável não se sentir ameaçado quanto à isso. Creio que é um daqueles instintos selvagens que carregamos desde a época das cavernas. Sabe? Ciúme é algo meio selvagem, meio animalesco, que faz você esquecer que é uma pessoa e partir pra todo tipo de agressão e ressentimento. Raiva, insegurança, medo de perder. Por que eu não me garanto? Por que eu tenho tanto medo de te deixar escapar por entre meus dedos? Existem vários tipos de ciúme, alguns saem do controle, outros são aquele que nos deixam felizes em saber que a pessoa sente (o chamado ciúminho bom, sinal de que ele me ama, que me faz sorrir de tão bobo que é) até o doentio. Prefiro não entrar nessa questão. Só sei de uma coisa: ciúme é bom algumas vezes, mas, dependendo da ocasião, só estraga tudo. Prefiro que nunca estraga, apenas melhore. Prefiro demonstrar, do que engolir o próprio veneno e acabar machucada depois. Na teoria, tudo parece muito fácil, mas, na prática, é horrível. Daqui pra frente, sem exageros

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