quinta-feira, 21 de abril de 2011


gente sempre se deixou levar por tudo. Você tem medo dos meus planos. Eu tenho medo das suas partidas. Ficaria horas medindo a lua cheia com os dedos, mas no seu céu existem apenas estrelas. E eu fico feliz com isso, pois tiro os olhos do céu para voltá-los a você. Tão juntos, mas sozinhos. Não entendo essa necessidade de se desguiar do recanto, onde eu te espero, onde a vida é real, onde o sonho é real. Aquela velha frase de um filme clichê: “Você pula, eu pulo, lembra?” faz tanto sentido agora. Talvez nem seja pelo amor, e sim só pela beleza de nos verem juntos. Ou não, talvez seja pelo medo. Contei na noite passada que, sem você, mesmo com o cobertor tudo fica frio. Mas você dormia, nada adiantou. Nada nunca adianta. Essa idéia de tentar mexer nas coisas que já se desgastaram, só faz piorar. Mas esse faz-desfaz-refaz de nossas vidas, nunca perde o brilho. E é por isso que te amo, odeio, e re-amo.

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